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NOTÍCIAS
Mutirão para limpar o nome
Com aposta de que este será o melhor Natal da década, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) já prepara uma nova edição da campanha de recuperação de crédito para auxiliar os consumidores a quitarem suas dívidas. A rodada de negociações ocorrerá entre os dias 22 e 26 de novembro na sede da entidade (Avenida João Pinheiro, 495, Funcionários), entre 7h e 20h.

A expectativa é de que cerca de 35 mil pessoas participem da campanha e dessas, 12 mil regularizem o nome junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e voltem a consumir, crescimento de 20% em relação ao resultado da última campanha. “Esta é uma previsão bem conservadora”, avalia o vice-presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva.

Na última edição, realizada em 2009, os incentivos incluíam parcelamento da dívida e descontos que chegavam a 55%. Apesar das condições de negociação deste ano ainda não terem sido definidas, a expectativa é de que as facilidades do ano passado sejam mantidas. “Cada dívida será negociada de uma forma, de acordo com o valor, tempo e a empresa. Dependendo da situação, os descontos podem chegar a 55%”, observa.

A entidade espera que pelo menos 500 empresas participem do mutirão de recuperação de crédito.

Estado de Minas - MG


Mutirões de conciliação movimentam JF no RS até o final de 2010

Audiências vão buscar acordo em mais de 3.600 processos envolvendo SFH, créditos comerciais da CEF e desapropriações para ampliação do aeroporto

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul realizará, a partir da próxima quinta-feira (28/10), o Projeto Conciliar – CEF 2010. Mais de 3.600 processos serão discutidos até dezembro em audiências de conciliação que acontecerão em Porto Alegre e nas Subseções Judiciárias do interior do estado. As ações envolvem o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e créditos comerciais.

O lançamento do projeto acontecerá no Auditório da Seção Judiciária do RS, às 10h, e contará com a presença dos desembargadores federais Vilson Darós, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), e Álvaro Eduardo Junqueira, coordenador do Sistema de Conciliação (Sistcon) na 4ª Região, e dos juízes federais Marcelo De Nardi, diretor do Foro da JFRS, e Jurandi Borges Pinheiro, coordenador do Sistcon/RS, e de diretores nacionais das áreas jurídica e de recuperação de créditos da Caixa Econômica Federal (CEF).

Já no próprio dia 28, a partir das 13h, começam as negociações em Porto Alegre, na Central de Conciliação da JFRS. Estão programados mais de 350 processos envolvendo, de um lado, mutuários do SFH, e de outro, a Caixa.

Somente em ações que tratam de créditos comerciais do banco, estão programadas mil para serem discutidas em Porto Alegre e outras 2.200 nas Subseções do interior. Esses mutirões acontecerão entre novembro e dezembro. Não serão apreciados processos que dizem respeito ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

Conforme o juiz Borges Pinheiro, coordenador do Sistcon/RS, “o objetivo desse grande mutirão é acelerar a solução desses processos, resolvendo a vida financeira de muitas pessoas que têm ações, em especial envolvendo a discussão de contratos bancários”. Nesse tipo de demanda, explica o magistrado, após alguns anos de tramitação não se resolve o conflito, pois a pessoa muitas vezes não tem condições financeiras de honrar o contrato – ganha a ação, mas continua a pendência.

A Defensoria Pública da União participa do projeto, assim como de todos os outros mutirões desenvolvidos pelo Sistcon, prestando assistência judiciária às pessoas que não têm advogado.

Também será realizado, em dezembro, um mutirão envolvendo 70 processos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), visando a desapropriação de imóveis para a ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre.

Até agora, o Sistcon/RS já realizou mais de 1.300 audiências, somente em 2010, representando mais de R$ 40 milhões em valores negociados. Os mutirões envolveram SFH, créditos comerciais, Fies e ações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para desapropriação de imóveis às margens da BR 392 (entre Rio Grande e Pelotas) e da R odovia do Parque (região metropolitana de Porto Alegre).

Tribunal Regional Federal da 4a Região - DF


Cresce atraso de pagamento entre pequenas empresas, diz Serasa

A cada mil pagamentos efetuados, 955 foram quitados à vista.
Pontualidade no pagamento deverá recuar mais nos próximos meses.

A pontualidade de pagamentos das micros e pequenas empresas recuou em setembro, atingindo o patamar de 95,5%, informou a Serasa Experian nesta segunda-feira (25).

De acordo com a Serasa, a cada 1000 pagamentos efetuados durante o mês passado, 955 foram quitados à vista ou com no máximo sete dias de atraso.

A queda da pontualidade de pagamentos durante o mês de setembro foi verificada tanto nas empresas comerciais (de 95,6% em agosto para 95,5% em setembro) quanto nas do setor de serviços (95,9% para 94,9% na passagem de agosto para setembro), diz a entidade.

Apenas as empresas industriais mantiveram inalterada a pontualidade de pagamentos, no patamar de 95,2%, tendo em vista o incremento da atividade industrial no mês passado visando a produção para o Natal.

Na opinião dos economistas da Serasa Experian, a pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas poderá recuar ainda um pouco mais nos próximos meses devido à efetivação dos pagamentos relativos ao 13º salário.

"Apesar disto, os níveis de pontualidade a serem observados no último trimestre de 2010 deverão continuar sendo superiores aos registrados nos três meses finais de 2009", disse a empresa em comunicado.

G1 - RJ


Inadimplência agora acontece mais cedo

José Geraldo Tardin, presidente do Ibedec, costumava receber consumidores solicitando auxílio sobre o pagamento de um carro financiado em 60 meses lá pela 48ª prestação. Tudo mudou. Agora, isso já acontece com frequência já no segundo mês. Dá para entender o porquê. Números divulgados pela Serasa Experian mostram que, em setembro, a inadimplência dos brasileiros avançou pelo quinto mês consecutivo. Cresceu 1,6% em relação a agosto e 15,3% na comparação com setembro de 2009. O maior resultado desde março do ano passado.

Entre janeiro a setembro de 2010, o valor médio das dívidas com cheques sem fundos teve alta de 29,1%. Já os débitos com títulos protestados e cartões de crédito/financeiras também apresentaram crescimento de 6,9% e 4,9%, respectivamente. As dívidas com os bancos foram as únicas a registrar queda nos nove primeiros meses do ano (de 1,6%). Para José Geraldo Tardin, o consumidor não é o único culpado. "A a nálise creditícia é muito frouxa. A pessoa pega um contracheque, vai ao banco e sai com umacasa. Vai a uma concessionária e compra um carro".

Segundo o Banco Central, entre 2002 e 2010, o crédito pessoal para consumo subiu de 5,1% para 15,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Pode não parecer nada, mas é um nível bem próximo ao dos Estados Unidos (16,6%), o país do consumo. Para o presidente do Ibedec, há irresponsabilidade dos bancos, das empresas, e do governo também. Tardin defende que o governo faça campanhas de esclarecimento sobre o crédito como faz com a vacinação infantil. "Todo empréstimo deveria vir com tarja preta, igual a remédio. Se não for usado corretamente, pode fazer mal à família".

Diário de Pernambuco - PE


Cartão no lugar dos cheques

O arquiteto Ivan Mendonça, 29 anos, nunca usou cheques na vida e nem pretende. Para fazer compras, abastecer o carro e para alimentação, ele usa quase sempre o cartão de débito. Já para compras maiores, que precisam ser parceladas, a opção do arquiteto é cartão crédito.

“É mais prático do que o talão de cheques. Quando era mais jovem, observava meus pais controlando pelo canhotinho os gastos, principalmente quando eram feitos com cheques pré-datados. Hoje, ficou mais prático fazer o controle das contas. Até porque você tem um limite e não pode passar dele”, argumenta Mendonça.

Preferências iguais às de Mendonça refletem-se não só na diminuição de negociações envolvendo cheques como também na redução de um velho problema do comércio: o cheque sem fundos. É o que mostra um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) de Jaraguá do Sul.

O diretor do SPC, Marcos Antônio Caregnato, disse que há cinco anos a entidade faz levantamento dessas informações nos 940 estabelecimentos filiados à Câmara de Dirigentes Lojistas de Jaraguá do Sul (CDL). “Em setembro de 2009, o número de compras feitas com cheques, registradas em nosso sistema, foi 178. No mesmo período deste ano, o volume caiu para 113.”

Já a estatística de cheques sem fundos teve muita diferença.Segundo o SPC, em 2007, foram 1.467 registros, caiu para 1.172 em 2009 e, até setembro deste, ano foram 855. Consumidor deixa o talão de lado e adere a outras formas de pagamento.

A Notícia - SC


Baixa inadimplência deve impulsionar vendas de Natal

O pagamento do 13º salário e comissões de venda e a disponibilidade de empregos temporários, bem como a oferta de crédito, são fatores que prometem impulsionar a compra de presentes para o Natal 2010. A afirmativa é de Zildo De Marchi, presidente da Fecomércio-RS, que espera um incremento de até 6% nas vendas. Segundo ele, a "situação confortável" das famílias gaúchas, com maior renda e mais crédito de longo prazo, no caso de bens duráveis, é o que mantém a expectativa positiva para o varejo no final do ano. O embasamento do presidente da Fecomércio-RS inclui os resultados da Pesquis a de Endividamento e Inadimplência das Famílias Gaúchas relativa ao mês de outubro, divulgada ontem pela entidade. O estudo diz que a maioria da população está pagando suas dívidas regularmente. Somente 7% de uma parcela de 81% de entrevistados que informaram possuir algum tipo de débito disseram que não irão conseguir fazer os pagamentos em dia. "É um percentual de dificuldade baixo, além disso, as dívidas podem ser renegociadas, com novos prazos e valores", destaca De Marchi.

O indicador que demonstra a adimplência dos gaúchos na pesquisa questiona sobre o atraso em algum dos pagamentos: somente 24% dos entrevistados acreditam atrasar alguma de suas parcelas. Este é o menor percentual registrado desde que o estudo foi lançado, em janeiro deste ano. Para o dirigente, a principal orientação que a pesquisa oferece aos empresários é que o risco de inadimplência é muito pequeno neste momento. "Não temos indícios de que o consumo atual esteja desmedido ou fora das possibilidades das famílias", avalia De Marchi. Ele ressalta que, seja para o parcelamento de casa, do carro ou de bens duráveis, a inadimplência total não chega a 2% entre os entrevistados.

"Há no cartão de crédito um pouco mais de problemas referentes ao pagamento em dia. Em contrapartid a, alguns carnês são extremamente generosos", avalia, destacando que nos setores de alimentação, vestuário e de medicamentos, os lojistas estão oferecendo prazos mais esticados, facilitando a compra. "Isso estimula as vendas, e só é possível pois o setor financeiro está com muita liquidez, podendo oferecer créditos vinculados e com juros compensadores para os lojistas", explica.

Realizada pela Confederação Nacional do Comércio, a pesquisa constatou que das famílias que irão comprometer 50% ou mais da renda com dívidas, a variação se encontra baixa (7,1%), o que sinaliza compras mais racionais e dentro das possibilidades da população. O estudo sinaliza que o cartão de crédito está na dianteira em relação às formas mais comuns de se contrair ou financiar dívidas, sendo recorrido por 59,6% dos entrevistados. Na sequência, aparecem carnês (53,3%), crédito pessoal (23,2%), cheque especial e outras dívidas (4,5%) e financiamento de carro (3,9%).

Jornal do Comércio - RS


39% da renda no Brasil vão para dívidas

Dados do Banco Central mostram que, nos últimos cinco anos, o número de brasileiros com dívidas superiores a R$ 5 mil, considerando todos os tipos de empréstimo, saltou de 10 milhões para 25,7 milhões.

Mas esse total pode ser muito maior, já que não considera os cidadãos que não têm conta em banco -- cerca de metade da população.

Na avaliação da Serasa Experian, diante da falta de informações sobre o perfil das dívidas das famílias, e da capacidade de pagamento, o Brasil corre sério risco de enfrentar um cenário de superendividamento.

A preocupação é a seguinte: embora muitos dos consumidores que devem mais de R$ 5 mil possam ter esse valor dentro do seu limite de crédito, outros tantos já estão mais endividados do que poderiam e, portanto, com alta probabilidade de inadimplência.

DÍVIDA X RENDA

Hoje, o volume de dívidas dos brasileiros corresponde a 39,1% da renda, de acordo com o Banco Central.

E uma parcela de 23,8% fica comprometida mensalmente com o pagamento dos débitos existentes.

Sem detalhes sobre a qualidade das dívidas, esses percentuais já preocupam, na avaliação da Serasa.

Nos EUA, com juros muito baixos, 17% da renda fica comprometida com pagamento de débitos. E o volume de dívidas dos americanos chega a 128% da renda.

Lembrando que, tanto no Brasil quanto nos EUA, os números referentes a financiamento imobiliário entram nessa conta. Mas, no mercado doméstico, esse tipo de crédito é só 3,5% do PIB. Já no americano, é mais de 100%.

“CRISES INEVITÁVEIS”

Pedro Paulo Silveira, diretor da Gradual Investimentos, diz que as crises de crédito são “inevitáveis” no mundo todo, fazendo parte do “ciclo econômico capitalista”.

“Quando a economia vai bem, ter uma dívida de R$ 1.000 pode não significar nada para um cidadão. Mas se a economia passa a ir mal e a pessoa perde o emprego, esse endividamento se torna um problema para ela”, diz.

Mas Silveira acredita que o Brasil deva continuar crescendo a taxas elevadas nos próximos quatro anos, com aumento da classe média e possibilidade de expansão dos empréstimos.

O crédito pessoal para consumo disparou no país desde 2002. Passou de 5,1% do PIB (Produto Interno Bruto) naquele ano para 15,2% do PIB em agosto de 2010, ainda segundo dados do BC.

Diário do Pará - PA


Inadimplência é maior entre jovens e classe C

Débitos em atraso resultaram em calote de R$ 23,760 milhões

A chegada do final de ano abre a temporada de pagamento de dívidas pendentes nos serviços de proteção ao crédito. Jovens e consumidores da classe C são os públicos que mais devem na praça em Campinas. Pesquisa realizada pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) aponta que 37,5% dos devedores têm entre 21 e 30 anos, e 32% ganham mensalmente entre dois e três salários mínimos (de R$ 1,020 mil a R$ 1,530 mil). A expectativa é de que a inadimplência caia nos próximos meses, com a entrada do 13º salário. Neste ano, os débitos em atraso resultaram em um calote de R$ 23,760 milhões. Nos últimos cinco anos, o volume acumulado foi de R$ 237,6 milhões.

De acordo com a Acic, a soma de carnês pendentes nesse período chega a 485 mil. Boa parte dos devedores afirmou que deve utilizar u ma parcela do 13º para quitar ou renegociar as dívidas. O descontrole financeiro é citado por 41,3% como o principal motivo para ficar inadimplente. O segundo fator que mais pesa para o consumidor atrasar suas contas é o desemprego. Segundo a análise da entidade, 35,5% dos devedores pesquisados revelaram que a falta de emprego ocasiona na suspensão do pagamento dos carnês.

“De acordo com a pesquisa, 48% dos inadimplentes, que apontaram o desemprego como o fator que determinou a falta de pagamento das dívidas, estavam parados de seis a 12 meses. Outros 42,5% estavam sem emprego há seis meses e 9% há mais de 12 meses”, comentou o coordenador do Departamento de Economia da Acic, Laerte Martins. O estudo realizado este ano ouviu 420 pessoas que foram atendidas no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Os inadimplentes que recebem até um salário mínimo (R$ 510,00) por mês eram 5%. Os consumidores, cujos vencimentos mensais são de um a dois salários mínimos (R$ 5 10,00 a R$ 1,020 mil) eram 28%. As pessoas de dois a três salários mínimos (de R$ 1,020 mil a R$ 1,530 mil) eram 32%. Os devedores que ganham de três a cinco salários mínimos (R$ 1,530 mil a R$ 2,550 mil) representaram 26,5% e os consumidores com salários acima de cinco salários mínimos eram 8,5%.

Martins afirma que os mais jovens (de 21 a 30 anos) eram 37,5% dos inadimplentes. Os consumidores com débitos pendentes, de 31 a 40 anos, foram 29,6%. Os compradores de 41 a 50 anos, com dívidas sem pagamento há mais de 30 dias, somaram 26,4% e, com idade superior a 50 anos, foram 6,5%. “Uma parte dos consumidores irá usar o 13º salário para quitar as suas dívidas”, ressaltou. Ele citou que 24,2% dos inadimplentes têm apenas um carne vencido há mais de 30 dias. De dois a quatro documentos atrasados representaram 49,5% e com mais de quatro carnês eram 26,3%.

Acumulado do ano

O coordenador da Acic afirmou que no acumulado deste ano há 120.737 carnês atrasados, frente a 12 7.878 documentos no ano passado. A tendência é de queda nos próximos dois meses, mas o economista deu um alerta de que o endividamento das classes C e D começa a preocupar. “O aumento da renda dos trabalhadores ampliou a quantidade de consumidores das classes C e D, que passaram a consumir mais. As compras a prazo estão se elevando mês a mês, e o fato de as pessoas não terem controle sobre os gastos pode gerar, futuramente, um problema sério para os indicadores econômicos do País”, avaliou.

A FRASE

“As facilidades de crédito estimulam o consumo e, muitas vezes, nem percebemos que estamos gastando mais do que podemos.”

EVANDRO RODRIGUES
Auxiliar de produção

Eles devem e querem pagar ainda este ano

A partir de novembro, o movimento de consumidores nos postos de atendimento dos serviços de proteção ao crédito aumenta, pois muitas pessoas querem sair da indesejada lista de inadimplentes para voltar a ter crédito. Com a proximidade do Natal, o objet ivo é ter poder de compra. “Vou usar uma parcela do meu seguro-desemprego para renegociar as minhas dívidas. O valor delas é de R$ 400,00. Não controlava os meus gastos, mas agora estou mais rigoroso”, afirmou Valdomiro Miranda, de 49 anos, que está desempregado.

O aposentado João Cândido Machado, de 72 anos, deixou de pagar um empréstimo a uma financeira e foi parar na temida lista dos inadimplentes. “Já fiz um acordo”, comentou. Bem mais jovem do que o aposentado, o auxiliar de produção Evandro Rodrigues, de 30 anos, quer acertar a vida econômica e pretende renegociar os débitos que estão pendentes. “Antes, eu não controlava as minhas dívidas e acabei ficando inadimplente. As facilidades de crédito estimulam o consumo e, muitas vezes, nem percebemos que estamos gastando mais do que podemos”, disse. Com salário de R$ 1,6 mil por mês, ele tem débitos atrasados que estão entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil. (AL/AAN)

O NÚMERO

485 MIL é a soma de carnês pendentes, segundo a Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic).

Correio Popular - SP


Inadimplência é causada por falta de educação financeira, não por aumento do crédito

O processo de expansão do crédito, por si só, não deve gerar um avanço na inadimplência entre os brasileiros, apenas se for acompanhado pela falta de educação financeira, de acordo com o diretor de Educação Financeira da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Fábio Moraes.

“O risco da inadimplência não é pelo aumento do crédito, e sim pela falta da educação financeira, que ainda é embrionária no Brasil”, afirmou ele à InfoMoney TV, durante o Congresso Latino-Americano de Educação Financeira, que aconteceu na semana passada em São Paulo.

De acordo com ele, o crédito se expandiu bastante nos últimos anos, mas a educação financeira está começando a se difundir agora. “O desafio é você ganhar o tempo perdido e alinhar os dois processos. Se a educação financeira não acompanhar a expansão do crédito, existe um risco de um endividamento descontrolado”.

Desafios
Um desafio, de acordo com ele, é levar a educação financeira a toda a população brasileira, desde jovens até os idosos, ainda mais se considerado que existe uma carência educacional estrutural no Brasil. “Nosso processo tem de envolver todo mundo, para que possa haver um crescimento sustentável, tanto financeiro quanto em outras áreas da vida da pessoa”, acrescentou.

E, neste processo, ele afirmou que os bancos têm um papel fundamental, uma vez que ele concede o crédito. O engajamento das instituições pode ser visto com o lançamento, em março deste ano, de um portal de educação financeira por parte da Febraban.

No portal www.meubolsoemdia.com.br, os internautas poderão acessar planilhas para controle de gastos, dicas de uso consciente do dinheiro e informações a respeito de produtos e serviços bancários.

Infomoney - SP
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